O Festival Multiplicidade investe no dialogo entre som e imagem através do cruzamento de tecnologias hi-tech e low-tech.



Com uma curadoria internacional, passado e futuro se entrelaçam em linguagens artísticas híbridas,avançadas, investigativas e transversais.

As experiências entre arte e tecnologia realizadas no festival são inusitadas e imersivas, sejam nas performances, mostras de filmes, instalações, site-specifics, exposições, workshops, residências e debates.

O festival nasce em 2005 no Oi Futuro Flamengo, o primeiro centro cultural de arte e tecnologia do Rio de Janeiro. Já realizou ocupações em alguns emblemáticos espaços da cidade, tais como: teatro Oi Casa Grande para 1.000 pessoas, o Centro de Artes Hélio Oiticica, o Galpão do IAB-RJ, a EAV Parque Lage num casarão de 1920 envolto por montanhas e uma exuberante mata nativa; e o Planetário Rio com o 3º maior domo do mundo. Em mais de uma década de existência o festival já viajou o mundo, com colaborações artísticas na Inglaterra, Escócia, Itália, Suiça, França, Dinamarca dentre outros somando 14 apresentações internacionais.

O festival acontece num longo período durante o 2º semestre de cada ano, de junho a dezembro, com uma programação mensal intervalada. Um formato diferente justamente para oferecer aos artistas possibilidades únicas desde a construção de cenários, montagens técnicas personalizadas, desenvolvimento de tecnologias e formar público. A intenção neste primeiro momento é ser singular a cada espetáculo. Além disso o Festival Multiplicidade é plural na diversidade de sua programação, do eletrônico à música eletroacústica, do live cinema às performances, dos softwares computacionais às gambiarras. No final de cada ano, uma grande celebração acontece com dezenas de artistas de vários países que se encontram por uma semana e o festival adota um formato mais convencional, com uma sequência de atrações simultâneas ao longo de dias seguidos.

Ao longo de 12 anos continuados, o Festival Multiplicidade realizou mais de 400 eventos com artistas artistas brasileiros como Tom Zé, Arnaldo Antunes, Fausto Fawcett, Cao Guimarães, Chelpa Ferro, Muti Randolph, Kassin, Jaques Morelenbaum, Vik Muniz, Nana Vasconcelos, SuperUber, Raul Mourão, Eumir Deodato e artistas internacionais como Diplo (EUA), Peter Greenaway (GBR), Spooky (EUA), The Cinematic Orchestra (EUA), Daedelus (EUA), Carlos Casas (ESP), Sebastian Escofet (ARG), Daito Manabe (JAP), Scanner (GBR), ANTIVJ (FRA), Herman Kolgen (CAN), Nonotak (FRA/JAP), When Saints Go Machine (DIN), Søren Kjaergaard (DIN), 1024 Architecture (FRA), Mario Caldato (EUA), entre outros.

Ao todo são mais de 700 artistas e mais de 50 mil espectadores que já participaram do festival.

Os projetos artísticos podem ser aplicados ao longo de todo o ano com envio de propostas para curadoria@multiplicidade.com informando num descritivo a sua ideia, junto com links de fotos e videos, rider técnico e a equipe necessária para sua realização.

O desafio do Festival Multiplicidade é expandir e proporcionar panoramas que estimulem olhares tanto para os artistas e para o público.

Batman Zavareze_Curador do Festival Multiplicidade

Como acontece a seleção do Festival Multiplicidade?
_Existe um período para enviar projetos?


Recebemos projetos o ano inteiro, estamos sempre abertos a propostas, e isso é muito estimulante para organizar nossa programação.
Trabalhos que envolvam tecnologia e que de alguma forma tenham diálogo com o áudio e o visual são focos de nossa pesquisa, sem estabelecer limites para entender a multiplicidade das expressões artísticas. Quero ver o que me surpreende, e nem sempre as coisas mais complexas são as mais ousadas.
O samba ou o folclore, por exemplo, podem flertar com experimentos high-tech, por que não? Com outros ritmos eletrônicos ou analógicos, por que não?
Não paro de receber projetos, ideias e propostas em construção para virarem espetáculos. A seleção se faz a partir do conceito de constelação, promovendo a força do conjunto, do coletivo, da convivência plural de propostas artísticas ao longo do ano. A curadoria é um exercício de compartilhar opiniões com o outro lado da linha, os artistas e o público, que me instigam a rever qualquer linha previamente traçada para montar o quebracabeça da programação.
O Festival Multiplicidade não para nunca, mais ou menos como a zona digital que está sempre se retroalimentando. Como construímos cenários e oferecemos tecnologias personalizadas, buscamos uma experimentação mais profunda. Queremos oferecer um universo inusitado para nós fazedores culturais (toda a equipe que são os coautores do festival) e para os artistas. As conversas se iniciam com antecedência de anos ou meses, justamente para que possa ser desenvolvida uma plataforma de experimentação única.
Lembrando que as atrações não são sobrepostas, e com isso temos o palco livre para os artistas escalados, mais tempo de ensaios e minimizamos os problemas tecnológicos dos riders que não serão mudados no dia.

O FESTIVAL ACONTECE NUM LONGO PERÍODO DURANTE O 2º SEMESTRE DE CADA ANO, DE JUNHO A DEZEMBRO, COM UMA PROGRAMAÇÃO MENSAL INTERVALADA. UM FORMATO DIFERENTE JUSTAMENTE PARA OFERECER AOS ARTISTAS POSSIBILIDADES ÚNICAS DESDE A CONSTRUÇÃO DE CENÁRIOS, MONTAGENS TÉCNICAS PERSONALIZADAS, DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS E FORMAR PÚBLICO. A INTENÇÃO NESTE PRIMEIRO MOMENTO É SER SINGULAR A CADA ESPETÁCULO. ALÉM DISSO O FESTIVAL MULTIPLICIDADE É PLURAL NA DIVERSIDADE DE SUA PROGRAMAÇÃO, DO ELETRÔNICO À MÚSICA ELETROACÚSTICA, DO LIVE CINEMA ÀS PERFORMANCES, DOS SOFTWARES COMPUTACIONAIS ÀS GAMBIARRAS. NO FINAL DE CADA ANO, UMA GRANDE CELEBRAÇÃO ACONTECE COM DEZENAS DE ARTISTAS DE VÁRIOS PAÍSES QUE SE ENCONTRAM POR UMA SEMANA E O FESTIVAL ADOTA UM FORMATO MAIS CONVENCIONAL, COM UMA SEQUÊNCIA DE ATRAÇÕES SIMULTÂNEAS AO LONGO DE DIAS SEGUIDOS.

_Após 7 anos de existência, qual a conclusão que você faz da cena de arte digital brasileira?

Primeiro, que não podemos abrir mão de formação profissional e artística; de um calendário cultural nacional e, para concluir, de incentivar a pesquisa (talvez esse último esteja intrinsecamente ligado aos dois outros). Já conquistamos um espaço importante, mas ainda há muito o que percorrer, principalmente no aspecto de formação de público e convergências científicas. Pouca prática gera fórmulas viciosas e limitações artísticas. As possibilidades experimentais da arte e tecnologia são infinitas. A vocação cultural de nosso país é tão rica que certamente poderia gerar uma pioneira e grande transformação social.

_O que você enxerga no futuro desta área?

Qualquer resposta mais precisa que eu diga já será passado. Tudo muda velozmente, mas eu sou um privilegiado em poder dar continuidade ao longo de 7 anos consecutivos a um projeto que acredito ter relevância e impacto na formação cultural do Estado do Rio de Janeiro. Creio que isso acontece por haver pesquisa e divulgação dessas experiências tecnoculturais. Os laboratórios digitais seriam um excelente caminho para aumentar ainda mais nosso alfabeto de conhecimentos. O futuro da cultura digital é ampliar ainda mais o acesso à rede e abrir um sólido diálogo entre a ciência e a arte.

_Há algum tempo grandes mostras já trabalham como conceito de convergência de mídias e de suportes. Você apostaria que esse é o caminho que a arte deve seguir ainda por muito tempo?

Hoje mais do que nunca a multidisciplinaridade é fundamental. O batuque não é menos rico e tecnológico que o iPad. São potências tecnológicas de momentos completamente diferentes que têm, cada qual, sua beleza e importância.

Tudo é válido. As misturas culturais vão nos orientar a achar uma saída original, autoral, autêntica e criativa, para buscar as novidades necessárias.

Vivemos um momento de uma nova alfabetização desses códigos digitais.

Talvez, a velocidade de circulação da informação impeça a profundidade de movimentos artísticos que gerem surpresa e impacto, mas nunca se criou e produziu tanto como nos últimos 10 anos.

Acredito que este é o momento perfeito para se achar um novo caminho.

O uso da tecnologia comercialmente é a nova vedete, mas isso não emociona.

Neste momento a arte pode tirar um proveito incrível para desenvolver suas inventividades, utilizando toda a força das diversas mídias de comunicação e interatividades não para mudar o mundo, mas para transformar nossa percepção de vê-lo com mais poesia.

O Multiplicidade tem essa pretensão, fazer parte desse movimento, seja lá qual for a sua contribuição.

Release

O Festival Multiplicidade investe no diálogo entre som e imagem através do cruzamento de tecnologias hi-tech e low-tech.

Através de um pensamento e uma curadoria internacional, passado e futuro se entrelaçam em linguagens artísticas híbridas, avançadas, investigativas e transversais.

As experiências entre arte e tecnologia realizadas no festival são inusitadas e imersivas, sejam nas suas performances, instalações, site-specifics, exposições, workshops, residências e debates.

O festival nasce em 2005 no Oi Futuro Flamengo, o primeiro centro cultural de arte e tecnologia do Rio de Janeiro. Já realizou ocupações em alguns emblemáticos espaços da cidade, tais como: teatro Oi Casa Grande para até 1.000 pessoas, o Centro de Artes Hélio Oiticica, o Galpão do IAB-RJ, a EAV Parque Lage, um casarão do século XIX envolto por montanhas e uma exuberante mata nativa; e o Planetário-RJ, que possui o 3º maior domo do mundo.

Em mais de uma década de existência o festival já circulou pelo mundo, com colaborações artísticas na Inglaterra, Escócia, Itália, Suíça, França, Dinamarca, dentre outros países.

Originalmente seu formato é inovador, pois o festival acontece num longo período, durante o 2º semestre de cada ano, de junho a dezembro com uma programação mensal intervalada. Um formato diferente, pois oferece aos artistas possibilidades únicas, desde a construção de cenários, montagens técnicas personalizadas, até o desenvolvimento de softwares exclusivos. A intenção é ser singular a cada espetáculo.

Além disso o Multiplicidade é plural na diversidade de sua programação, do eletrônico à música eletroacústica, do live cinema, aos softwares reprocessados.

No final de cada ano, uma grande celebração acontece, com dezenas de artistas de vários países, que se encontram por uma semana. Nessa oportunidade o festival adota um formato mais convencional, com uma sequência de atrações ao longo de vários dias seguidos.

No período de 12 anos continuados, o Festival Multiplicidade realizou mais de 400 eventos com artistas brasileiros como Tom Zé, Arnaldo Antunes, Fausto Fawcett, Cao Guimarães, Chelpa Ferro, Muti Randolph, Kassin, Jaques Morelenbaum, Vik Muniz, Nana Vasconcelos, SuperUber, Raul Mourão, Eumir Deodato e artistas internacionais como Diplo (EUA), Peter Greenaway (GBR), DJ Spooky (EUA), The Cinematic Orchestra (EUA), Daedelus (EUA), Carlos Casas (ESP), Sebastian Escofet (ARG), Daito Manabe (JAP), Scanner (GBR), ANTIVJ (FRA), Herman Kolgen (CAN), Nonotak (FRA/JAP), When Saints Go Machine (DIN), Søren Kjaergaard (DIN), 1024 Architecture (FRA), Mario Caldato (EUA), entre outros.

Ao todo são mais de 700 artistas e mais de 50 mil espectadores que já participaram do festival.

Os projetos artísticos podem ser aplicados ao longo de todo o ano com o envio de propostas para curadoria@multiplicidade.com, informando num descritivo a sua ideia, junto com um link de fotos e vídeos, rider técnico e a equipe necessária para sua realização.

O desafio do festival é expandir e proporcionar panoramas que estimulem olhares pioneiros tanto para os artistas como para o público.


Batman Zavareze_Curador do Festival Multiplicidade